2 de maio de 2011

Emigrar: Motivação

Os motivos e "porques" da imigração são diversos, mas a real motivação para passar por todos os passos que essa propõe, de onde vem? Há um tempo assisti à um vídeo que é simplesmente fenomenal. Seja pra vida profissional, pessoal, ou mesmo para quem pretende emigrar. Como o conteúdo em si já emite a mensagem que quero transmitir, assistam vocês mesmos, e reflitam.



Ou assistam aqui, com legenda em português.

30 de abril de 2011

Muitos quilos a menos

Olá!

Apesar do imenso trabalho que tenho pela frente ainda, hoje, especificamente hoje, estou imensamente mais leve. rs.. Esta semana foi uma típica semana em que o tempo passa ao mesmo tempo rápido e devagar. Pra começar, tive a finalização da última matéria da pós, entrega e discussão do pré-projeto da pós, prova de 3 dossiês (quem conhece sabe) inteiros do livro mais difícil do método da AF (Alter Ego 2: metade dos tempos verbais do francês eu estudei em 2 meses, cruzes...), o trabalho esta semana não deu trégua, 2 dias de congresso/simpósio relacionado à SOA e Cloud Computing (quarta e quinta-feira) e pra finalizar com chave de ouro, 3 provas do intensivo de inglês, que pra variar também era o livro mais pedreira do método Brasas. 

Pessoal, aproveito para sinalizar novamente o seguinte... NÃO façam 2 cursos de línguas de forma intensiva ao mesmo tempo se não for estritamente NECESSÁRIO. É difícil cruel conseguir conciliar tudo, aprender realmente, e o mais complicado, é manter-se motivado 100% do tempo, ou pelo menos tempo o bastante pra passar por tudo. Então, pra quem está pensando em fazer algo semelhante, vejam se não é possível ir com calma!

Não preciso nem dizer que domingo passado eu estava com a cabeça já a mil. Foi uma semana que estive quase como um robô, mas depois que passa, ficamos felizes por conseguir finalizar bem tantas etapas. Cada vez que há um avanço, em todos os aspectos que citei no parágrafo anterior, fico realmente mais feliz, e sei que em breve estaremos enfim enviando nosso DCS. Quando isto for realmente possível, aí serão muitas toneladas a menos. rs..

Longe de mim dizer que o processo e toda a saga da documentação seja o mais difícil, sabemos que não, mas sabemos que podemos pegar mais leve depois que temos a certeza nas mãos (CSQ). Então até lá, iremos com certeza passar por semanas assim, e não me arrependo. Me espanto como podemos crescer, pessoalmente ou profissionalmente, quando temos uma meta ousada como é emigrar num tempo relativamente pequeno, visto que é algo pra vida toda (pelo menos é o que se espera).

Claro, não devo deixar de lembrar, nossos amigos Vivi e Dani e Lígia e Rafael enviaram seus dossiês este mês de Abril, e deixo aqui meus votos de total sucesso em todas as fases de vocês, porém, paciência amigos! rs.. Desejo sucesso também aos demais que já estão na fila do processo, e viram que este mês a coisa andou!

Abraços!

13 de abril de 2011

Cliché - France

Vídeo jogo rápido para rir um pouco e treinar o francês depois de um post pesado. :)

9 de abril de 2011

Sou covarde, SIM! E você?

Post indignação, fique à vontade para pular a leitura, pois será pesada.

Pois bem. Vejo MUITO comentário de gente que não apoia a emigração, e incitam o seguinte: "Fugir dos problemas do Brasil não irá resolver nada. Você terá os mesmos problemas lá fora e será um covarde por não lutar pela melhora do seu país.".

Primeiro, não sou e NUNCA serei patriota, por "n" motivos. Falando em patriotismo, é bonito ver pessoas com palavras bonitas e a boca cheia pra falar do lindo Brasil que ostentam, mas na hora de lutar realmente por alguma coisa, reclama dos problemas e espera a solução nascer no quintal. Quem sabe nasce né? 

Segundo, lutar pela melhora é diferente de se sujeitar a esperar que um héroi nacional apareça e resolva todos os problemas da podridão em vários setores do Brasil. Por que eu falo isso? Qual a porcentagem de pessoas que são REALMENTE engajadas em mudar alguma coisa para melhorar O CONJUNTO e não o INDIVIDUAL? Há sim quem queira mudar, mas estes são uma minoria (pra não dizer 0,01%) que nunca terão voz.

Fato é que o "Rio de Janeiro continua lindo", o "jeitinho brasileiro" está aí, e não vai mudar. Os poucos que realmente teriam forças e esperanças de mudar, se sujeitam a emigrar, e evoluir um país que não é seu, mas que lhe acolhe com o mínimo de respeito.

Se fugir é a palavra certa no lugar de emigrar, eu não sei. Se iremos deixar de ter os mesmos problemas que temos aqui, alguns deles, sim, talvez. Alguns serão minimizados, mas todos, jamais. Não iremos morar no país das maravilhas, mas se souberem como chegar lá, me avisem que aplico para meu visto de residente DEFINITIVO hoje!

7 de abril de 2011

Custo de vida Brasília x Montréal

Replicando a idéia de um post já replicado (rs...) no blog Cãonadablog, fiz uma análise dentro das nossas realidades. Afinal, somos de Brasília e queremos ir para Montréal.

Desculpem voltar a fazer comparações, mas em alguns casos é inevitável... Utilizei os dados originais do Numbeo, porém não mantive a alteração cambial, pois isso não faz sentido para quem imigra e irá trabalhar para ganhar em dólar. Assim sendo, o gráfico está basicamente, 1 para 1. Claro que alguns valores não estão tão exatos assim, mas já dá pra ter uma noção. Grifei alguns pontos em vermelho para que percebam pequenas discrepâncias...

Informações como gasolina, m² de imóveis no centro e redondezas e preço de automóvel, me fizeram rir sozinho da própria desgraça. rs... Sem comentar, claro, o álcool que está 2,90 (e a gasolina 2,87). :)

Vejam:


29 de março de 2011

Opinião pessoal sobre línguas

Olá!

Depois de quebrar a cara algumas muitas, várias vezes com métodos e cursos de língua estrangeira, gostaria apenas de deixar minha opinião sobre o assunto. Este é um post que demorei uns 3 meses compondo pouco a pouco de forma a mostrar de forma real minha visão sobre o assunto, e espero que venha a ser útil!

Só para que entendam, estudei em cursos onde o método era convencional, de conversação, intensivos e por fim aulas particulares em inglês.

Primeiramente vejam que quando eu falo "fluente" em todo o texto, não estou levando em consideração sua perfeição na língua, até porque fluência só é obtida plenamente com contato integral e rotineiro com a língua após anos, mas neste nível que citei provavelmente você terá a possibilidade de viver e trabalhar na língua.

Em grandes parte das fases da vida precisamos errar pra aprender. Erramos pra aprender português, erramos na escola, erramos como profissionais, como pessoas. Enfim, tiramos disto tudo um aprendizado, e é aí que entra a fluência após grande exposição aos erros.

O que tirei de tudo isso?

Métodos convencionais: NÃO FUNCIONAM! "Pera aí, mas eu consegui fluência na língua apenas estudando regularmente por 6 anos", OK, mas vamos ver o que você fez paralelamente a isso? Você viajou pra fora do país? Seu ritmo de estudo era forte fora da instituição de ensino? Você se envolvia ativamente com a língua neste período? Você passou por cursos de aprimoramento e aperferçoamento após terminar os cursos regulares? Se sua resposta for positiva para pelo menos 2 dessas perguntas acima, muito provavelmente você aprendeu inglês basicamente sozinho, com apenas apoio técnico da escola. Você lógicamente não será um total desconhecedor da língua ao cursar estes métodos. Provavelmente saberá ler textos, escrever, entender e falar, todos com alguns erros, mas acredite, você estará longe de conseguir o que quer, a fluência. Vai travar ao conversar com um nativo ou pessoa com conversação corrente, seja na escuta ou na fala. Se você acha que você está no avançado (conforme o nível do método que você estudou diz), regrida em sua mente e saiba que você está no intermediário, pois será isso que certificados de proficiência dirão sobre você se você realizar algum. Conheço MUITA gente que terminaram cursos de línguas em escolas renomadas que não fizeram nenhuma dessas opções acima paralelamente, e no fim das contas não chegariam a obter nem mesmo 6 no IELTS ou B1 no DELF. É triste.

Métodos baseados em conversação: Rendem fluência! Calma... Vamos aos fatos. Em cursos que você visa aprender na seguinte ordem: escutar, falar, ler e escrever, você consegue um aproveitamento muito maior do que em métodos convencionais baseados em gramática pura, onde o ciclo de aprendizagem é justamente o inverso do que citei acima. Estes são geralmente muito mais motivadores do que os convencionais, pois você vê os resultados. Durante os mesmos 6 anos que você faria o convencional, se fizer conversação, você fica próximo de ser fluente, com mesma quantidade horária de aulas, talvez até antes dos 6 anos. A gramática nestes cursos fica realmente baqueada, mas o que importa em primeiro momento é entender e falar, pra depois aprimorar e aperfeiçoar a língua, pelo menos ao meu ver.

E os intensivos? São ótimos também. Rendem APRENDIZADO RÁPIDO, mas não fluência rápida. São comuns os cursos em que você estuda 6 anos em 1 ou no máximo 2 anos de intensivo. Estes são interessantíssimos, pois você obtem um bom e rápido embasamento gramatical sem perder a conversação que é, quase sempre, fato foco nestes cursos. Tem um contato diário com a língua, com no mínimo 1 hora e meia de aula por dia (como normalmente é nestes cursos). Pra quem precisa de agilidade à curto e médio prazo (1-2 anos), esta é uma opção de certa forma barata, se pensarmos no valor final, e que dá resultado satisfatório. É realmente interessante, pois você não tem tempo para esquecer a matéria tendo aulas de forma tão recorrente. Ainda hoje faço esta modalidade, e recomendo muito para quem quer emigrar e conquistar horas de comprovação de línguas rapidamente. Nesta modalidade, perde-se muito os pequenos detalhes, por não haver tempo de revê-los o tempo todo e também pela massividade de informação por semana. A imagem foi de propósito mesmo, é como estar dirigindo à 170 km/h com um pedacinho do freio de mão puxado (rs..). O que quero dizer... Você avança rápido, porém é pesado e trabalhoso! Esse é meu preferido.

Cursos online: Não rendem fluência. Espera, deixa eu molhar o bico... rs... Estes cursos são bons e ruins ao mesmo tempo. Ruins porque não possuem grande envolvimento real com a língua. É você e a máquina. Não é mesmo comparável com o "ao vivo", afinal, é uma máquina avaliando seu modo de falar e escrever. Alguns deles possuem professores sim, mas prefiro o "tête-à-tête". Bons porque possui mobilidade, você pode estudar onde for e na hora que quiser, ponto que também é uma "faca de dois legumes" (rs..). Entre os modelos de cursos online, posso citar EFQ, Live Mocha, Learn French by Podcast, entre inúmeros outros. O interessante é que eles possuem diferentes focos, e diferentes formas de aprendizagem. O EFQ, por exemplo, é um curso québecois focado em conhecimentos para imigrantes, e pelo que tenho visto a respeito, se assemelha a francisation en ligne em questão de conhecimentos sobre Québec, já o Live Mocha é para aprendizagem e relacionamentos de aprendizagem entre pessoas do mundo inteiro para diferentes línguas e nacionalidades, e por fim o LF by Podcast que é uma das vastas boas opções disponíveis para por no carro e ir escutando e aprendendo durante aquele caótico congestionamento, e o mais interessante, é em inglês ensinando francês. Já exercita em dobro. OK... Concluindo... Estes são bons apenas para exercitar a língua ou os conhecimentos específicos.

Aulas particulares: Maior desenvoltura da fluência, mas esta ainda não é plena. Nesta modalidade, se você cursa pelo menos 3x por semana aulas somente você e o professor, a coisa rende bacana. Digo 3x, pois lhe dá a possibilidade de ganho muito veloz na língua falada, e você não fica muito tempo durante a semana sem contato com a língua (claro que depende do contato fora das aulas também), e também não se sobrecarrega com muita informação (em caso de mais de 3x por semana). Aqui você pode focar no que precisa, corrigir os seus erros, e não os dos outros, além de não precisar seguir o ritmo da turma, somente o seu. Claro, é o mais caro entre todos os demais mas considero a medida mais emergencial, eficaz e rápida que se pode ter. A única ressalva, que é o ponto positivo e negativo ao mesmo tempo, é a falta de colegas de sala. Positivo, pois você possui o tempo inteiro do professor só para você, e é simples: "Aprendeu?" "Sim." "Então vamos avançar...". Negativo, pois você não escuta diferentes pronúncias e sotaques línguisticos (algo muito importante para quem vai para países com tamanha diversidade de pronúncias, como o Canadá), e até mesmo não surgem dúvidas de outrem que poderiam ser as mesmas suas e que nunca viriam a surgir por conta própria. Também fiz esta modalidade por pouco tempo, e gostei. Talvez retome esta modalidade quando estiver mais próximo da entrevista se os recur$o$ permitirem.

Eu sou muito realista e exigente com as coisas que faço, e odeio perder tempo com algo que me desmotive ou que não me dê resultados, não necessariamente rápidos, mas concretos. Passei por todas essas situações acima, e recomendo todas, exceto métodos convencionais e cursos online (sem acompanhamento de uma outra modalidade de curso acima citada). Todas dependem das expectativas, necessidades e do bolso. Tenho gostado do custo benefício dos intensivos!

Não citei outras modalidades de estudo, como intercâmbio por exemplo, pois foram estas as quais presenciei de fato, e não acho justo falar de algo que nunca fiz.

Para alguns pode parecer chato essa coisa de eu ficar criando posts com nossos progressos e opiniões sobre coisas como línguas, planejamento, etc... mas creio ser mais um ponto de referência e pesquisa para quem quer emigrar, e eu pelo menos tive bastante dificuldade em encontrar informações deste tipo nos blogs ou fontes oficiais.

Finalizo novamente lembrando que tudo que falei trata-se apenas de minha própria opinião. Para alguns pode ser um dificultador, ou uma ajuda. Espero que ajude mais que atrapalhe. E desculpem pelo post biblico e pela paciência de ler até aqui. rs..

Abraços.

22 de março de 2011

Vistos... americanos, obtidos!

É, estamos longe ainda de obter os vistos que queremos, mas de toda forma, este faz parte do caminho para chegarmos lá!

Como anteriormente, vou descrever a novela da canseira...

7 e meia da manhã, estava eu na Embaixada dos EUA, tomando chuvinha e terminando de acabar com a minha garganta que amanheceu "zera" detonada, aguardando na primeira fila... 20 minutos. Sou encaminhado para a segunda fila, detector de metais. 20 minutos. Enquanto isso, carros que entravam na embaixada sendo abertos e revirados para certificar que não há bombas, portão eletrônico com barreira imobilização de veículos, e guardas correndo pra lá e pra cá com a mão no coldre. :)

Entro na embaixada, tudo muito bonito, luxuoso... chego na terceira fila chamada de Check-in (nada luxuosa). Lá deixei passaporte, foto 5x7, comprovante de renda, extratos de 3 meses, comprovante do Citibank e primeira página do DS-160. 40 minutos. "Senhor, acompanhe os três últimos digitos da numeração de sua senha no painel. A númeração é aleatória, não seguirá qualquer ordem de chamada" Sim senhora. 40 minutos. Colhem minhas digitais. "Senhor, acompanhe o painel da entrevista com a mesma senha que você recebeu." Sim senhora. 40 minutos. Me entrevistam. "Trabalha com o que? Vai com quem? É formado? Onde? Você foi aprovado, pague o Sedex para envio do passaporte a sua direita." Sim senhora.

Enfim, visto obtido. Pelo que vi, tivemos sorte, pois há relatos em que demora 4-5 horas na sabatinagem. A Amanda tirou o dela também logo após o meu.

O que podemos sugerir com tudo isso?

1 - Pague os 38 reais para marcar a entrevista, e acompanhe os calendários de disponibilidade do site de marcação e não a estimativa de tempo que o site informa para cada cidade logo na primeira página. Por exemplo, eu havia pago e marcado para Maio. Estava preocupado em ter meu visto negado (vai saber né...) e eu ter que esperar ainda mais alguns meses para tentar novamente, o que poderia nos atrasar em nossos planos da viagem. Cancelei a marcação (sem reembolso), paguei novamente. Fiquei acompanhando o calendário de marcação (por uns dois dias), e nada... Até que no domingo a noite eu entro, e surge uma vaga para 2 dias após. Nem olhei, marquei.
2 - Tenha paciência e tranquilidade, pois haverá sim MUITA gente que chegou depois (e dormiu mais) que irá passar na sua frente devido ao painel de senhas. :)
3 - Não se preocupe, comprove o necessário que dá tudo certo.

Terceira etapa: Visto de turismo canadense, mas esse, só a partir de agosto.

Abraços!